Durante março de 2026, a Fundação Getúlio Vargas (FGV Arte) ofereceu o minicurso Antropoceno e Emergência Climática: quando a arte e a ciência se encontram, um projeto do Observatório Interdisciplinar das Mudanças Climáticas. Entre os dias 16/ e 26/3, na sede da FGV no Rio de Janeiro (Praia de Botafogo, 190), o programa do curso apresentou um conteúdo integrando áreas e temáticas como arte, relações internacionais, oceanografia, sociologia, direito, economia e ciência política, ministrado por pesquisadoras e pesquisadores do Observatório e docentes convidados.



Coordenada por nosso diretor, Prof. Carlos R. S. Milani, a iniciativa foi construída em parceria com Blanche Marie Evin, da FGV-Arte, e conduzida por um corpo docente composto por Ana Paula Tostes (OIMC/UERJ), Bruna Bataglia (OIMC/IESP-UERJ), Cristiana Losekann (CCHN-UFES), Danielle Costa da Silva (OIMC/IRID-UFRJ), Diego Kern Lopes (Organon-UFES), Elza Neffa (OIMC/PPGMA-UERJ), Filipe Chaves (OIMC/FAOC-UERJ), Mário Soares (OIMC/FAOC-UERJ), Pablo Saturnino (OIMC/DRI-UERJ), Rosa Formiga (OIMC/PEAMB-UERJ), Rubens de S. Duarte (OIMC/IMM-ECEME) e Viviane F. de Oliveira (OIMC/GAG-UFF).



Em oito aulas, o minicurso buscou apresentar às pessoas inscritas uma formação sólida sobre o papel da ciência, da gestão e da participação na redução de vulnerabilidades. Também alertou para os problemas gerados pelo negacionismo climático na formulação de políticas públicas pautadas na integridade da informação sobre o clima. Ao final, os participantes foram estimulados a identificar caminhos e estratégias para atuar positivamente frente à emergência climática.



O curso intensivo conclui a programação de atividades acadêmicas relacionadas à exposição Adiar o Fim do Mundo, iniciada em 2025 com um ciclo de conferências ministradas por nomes como François Gemenne (HEC Paris/Sciences Po) e o Prof. José Maurício Domingues (IESP-UERJ), pesquisador associado ao OIMC. Com curadoria de Paulo Herkenhoff e Ailton Krenak, a exposição reuniu mais de 100 obras de diferentes períodos e contextos culturais, com técnicas e suportes que abordam as urgências da crise ambiental, o legado do colonialismo, o racismo estrutural e os modos de resistência dos povos originários e das comunidades tradicionais.






