1º Seminário Latino-Americano sobreJustiça Climática
Encontro de Saberes para Construção da Justiça Climática
Oficina de Formação4 de novembro de 2026, quarta-feira, das 14h às 18h30 - Miniauditório do IFCH II (Sala 9028 F)
Resumo da oficina:
Necessariamente plural, o caminho para a Justiça Climática exige a construção de conexões transversais e a participação ativa das sociedades mais vulnerabilizadas diante a crise climática global. Esta oficina parte de uma base conceitual que recusa a hierarquização epistemológica e aposta na ecologia dos saberes. Por isso, as rodas de conversa reunirão acadêmicos, comunitários, agentes do Estado, entre outros, para produzir um registro colaborativo sobre os desafios da construção da justiça climática.
Coordenadores

Mário Luiz Gomes Soares
Doutor em Oceanografia Biológica pela Universidade de São Paulo, é Professor Associado da Faculdade de Oceanografia, onde coordena o Núcleo de Estudos em Manguezais, e docente no Programa de Pós-Graduação em Meio Ambiente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Integrante do Núcleo Estratégico do OIMC, colaborador do Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas, da Força Tarefa Para a Zona Costeira do Plano Nacional de Adaptação às Mudanças Climáticas do Ministério do Meio Ambiente e da Rede Bioclima do Ministério do Meio Ambiente.

Viviane Fernandez de Oliveira
Doutora pelo em Meio Ambiente da Universidade do Estado do Rio de Janeiro e mestre em Botânica pelo Instituto de Pesquisa Jardim Botânico do Rio de Janeiro. É Professora Adjunta do Departamento de Análise Geoambiental da Universidade Federal Fluminense, docente colaboradora do Programa de Pós-graduação em Meio Ambiente da UERJ, coordenadora do Laboratório ecologia, conhecimento e democracia (Përisi-UFF) e pesquisadora associada do Núcleo de Estudos em Manguezais (NEMA/UERJ). Atualmente desenvolve pesquisas ligadas a epistemologia ambiental, teoria ator-rede e estudos de ciência, tecnologia e sociedade em suas interfaces com as Ciências Ambientais.

Paula Moura
Doutora em Ciências Ambientais pela UERJ, é professora do Departamento de Geografia e do Programa de Pós Graduação em Geografia da Universidade Federal Fluminense. Atualmente, coordena o Grupo de Pesquisa em Geoinformação e Dinâmicas Ambientais (GIDA) e é pesquisadora associada ao Núcleo de Estudos em Manguezais e ao Laboratório de Sensoriamento Remoto (ESPAÇO). Atua principalmente na investigação da aplicação de geotecnologias no estudo da dinâmica de manguezais e de outros ecossistemas costeiros.

Filipe de Oliveira Chaves
Doutor em Oceanografia Biológica pelo Instituto Oceanográfico da USP, é Professor Associado da Faculdade de Oceanografia da UERJ e coordenador do Núcleo de Estudos em Manguezais. Ao longo de sua trajetória acadêmica, participou de projetos desenvolvidos em diversos estados brasileiros, abordando temas como ecologia e dinâmica florestal, bioprospecção de compostos bioativos, sequestro e estoque de carbono, impactos das mudanças climáticas, poluição costeira e interações entre ciência e conhecimento tradicional, com foco no fortalecimento de comunidades locais e no desenvolvimento de estratégias participativas de conservação.
Convidados

Mary Jane Fonseca
Praiana, nascida e criada na praia de Caçacueira, na Resex Cururupu (MA), filha e irmã de pescadores artesanais. Graduada em Turismo pela Universidade Federal do Maranhão, extrativista costeiro-marinha, ativista social e liderança comunitária. Articuladora da Rede de Mulheres Praianas da RESEX Cururupu e Assessora Técnica da Associação dos Moradores da Resex. Sua atuação é voltada para a defesa dos modos de vida, dos territórios costeiro-marinhos e dos direitos dos povos e comunidades tradicionais, com especial atenção ao protagonismo das mulheres. Dedica-se à articulação comunitária e à incidência política, ampliando a voz dos moradores do maretório em espaços de decisão e construção de políticas públicas.

Carlos Alberto Pinto
Nascido em uma família tradicional da pesca artesanal no Sul da Bahia, mais conhecido como “Carlinhos da AMEX”, é um jangadeiro, pescador artesanal, uma liderança comunitária na Associação Mãe dos Extrativistas da RESEX de Canavieiras. É um dos fundadores da Comissão Nacional de Fortalecimento das Reservas Extrativistas e dos Povos e Comunidades Tradicionais Extrativistas Costeiros e Marinhos (CONFREM), onde foi Coordenador Geral por 8 anos e foi presidente do Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais (CNPCT).

Davi Rodrigues
Doutorando em oceanografia pelo Programa de Pós-Graduação em Oceanografia da UERJ e mestre em Tecnologia para o Desenvolvimento Social pelo Núcleo Interdisciplinar para o Desenvolvimento Social da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Coordenador executivo da ONG Germinal Sua atuação se dedica à realização de estudos, avaliações e projetos relacionados com o licenciamento ambiental de atividades com elevado potencial poluidor, em atividades de extensão com ênfase no desenvolvimento local de comunidades de pesca artesanal e educação ambiental.