1º Seminário Latino-Americano sobreJustiça Climática
Política internacional e multilateralismo climático
Mesa Temática4 de novembro de 2026, quarta-feira, das 14h às 16h, no Miniauditório do IFCH I (Sala 9024 F)
Resumo da mesa:
Vivemos uma conjuntura profundamente crítica do multilateralismo, ao tempo em que não há solução ou mesmo nenhuma medida de cooperação para mitigação da urgência climática sem que Estados cooperem. Dentre os atores prioritários no cenário da cooperação pelo enfrentamento à crise climática, países economicamente mais desenvolvidos têm responsabilidades internacionais, tanto histórica quanto contemporaneamente, ao passo que a maior vulnerabilidade se encontra entre países menos desenvolvidos, regiões e povos menos favorecidos economicamente e periferias dentro de países, estados, províncias e cidades.
Como é possível pensarmos em enfrentamento às mudanças climáticas sem considerarmos as diferenças de impacto nos Estados e sociedades? Qual o papel da cooperação internacional, e quais atores são imprescindíveis aos avanços na direção de uma diminuição da condição atual de absoluta injustiça de condições, tanto para impactar medidas de negociação internacional, quanto na condição de ser impactado pela crise. Como o Brasil e países da América Latina têm se engajado no tema da justiça climática no campo internacional?
Palestrantes

Natália Lever
Ativista reconhecida internacionalmente na área de mudança de sistemas e inovação social. Há mais de uma década, coordena iniciativas que unem políticas públicas, participação cívica e desenvolvimento regenerativo em toda a América Latina e no Sul Global. Catalisadora do Escritório Executivo na Ashoka, a maior rede de empreendedorismo social do mundo e líder global em inovação social, onde ajuda a promover a visão global da organização sobre mudança de sistemas por meio de alinhamento estratégico, parcerias de alta confiança e liderança narrativa.

Nayra Kaxuyana
Indígena dos povos Tiriyó e Kaxuyana, da Terra Indígena Parque do Tumucumaque. Graduada em Geografia pela UnB. Assessora Internacional do Ministério dos Povos Indígenas, dedicada ao fortalecimento da agenda de financiamento aos povos indígenas e nas articulações nos espaços de incidência política, como a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, de Diversidade Biológica e de Combate à Desertificação. Tem experiência em projetos de gestão ambiental e territorial na bacia amazônica.

Detlef Nolte
Doutor em Ciência Política pela Universidade de Mannheim, professor emérito de Ciência Política do Instituto Alemão de Estudos Globais e de Área (GIGA), associate fellow do Conselho Alemão de Relações Exteriores e membro honorário do Instituto de Iberoamérica da Universidade de Salamanca. Foi diretor do Instituto de Estudos Latino-Americanos, instituição à qual é, hoje, pesquisador associado. Seus principais temas de pesquisa são poderes regionais e ordens regionais, regionalismo latino-americano e organizações regionais, as relações entre a Europa e a América Latina e entre a América Latina e a China.

Marina Guião
Analista de Políticas Climáticas do Instituto LACLIMA, graduada em Ciências Políticas e Relações Internacionais pela Universidade NOVA de Lisboa e pelaa Sciences Po Paris. Atua em negociações climáticas internacionais, especialmente nos temas de financiamento climático e arranjos institucionais, Coordenadora do Grupo de Trabalho de Financiamento Climático do Youth Climate Movement (YouNGO).

Rubens de S. Duarte
Doutor em Política e Estudos Internacionais pela University of Birmingham e mestre em Ciência Política pelo IESP-UERJ, Professor Adjunto do Programa de Pós-Graduação em Ciências Militares do Instituto Meira Mattos da Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (PPGCM/IMM-ECEME). Pesquisador nível 2 do CNPq e Jovem Cientista do Nosso Estado da FAPERJ. Coordenador do Laboratório de Análise Política Mundial.