SemináriosOIMC
Seminário Latino-Americano sobre Justiça Climática
O conceito de justiça climática se refere à interface entre ação climática e justiça social, a partir do reconhecimento de que os principais agentes causadores da crise climática são os que mais facilmente podem se adaptar a seus efeitos nefastos, ao passo que os grupos mais vulneráveis às consequências da emergência climática e seus territórios, com menos recursos (financeiros, tecnológicos) e menores capacidades relativas de adaptação, são aqueles que menos contribuem para a emissão de gases de efeito estufa (GEE), historicamente e na atualidade. Essas desigualdades e assimetrias estão presentes nos contextos nacionais e locais, mas igualmente nas relações internacionais e na economia política internacional. Pensar a justiça climática traz ainda à tona o debate sobre a responsabilidade da geração presente com as gerações futuras e com as formas não-humanas de vida.
Entre os dias 4 e 6 de novembro de 2026, o Observatório Interdisciplinar das Mudanças Climáticas promove um seminário especial com 9 mesas temáticas e 10 oficinas de formação, além de lançamentos de publicações e de intervenções artísticas relacionadas ao tema. Um ano após a COP 30 de Belém, o 1º SLAJC pretende criar espaços interdisciplinares de diálogo, produzir e difundir conhecimentos e práticas no campo da justiça climática da América Latina e do Caribe.
Realizado pelo OIMC na Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), o Seminário Latino-Americano sobre Justiça Climática está sendo organizado com com o apoio institucional de diversos programas de pós-graduação da UERJ, como em Meio Ambiente (PPGMA/UERJ), Ciência Política (PPGCP/IESP-UERJ) e Relações Internacionais (PPGRI/UERJ)
Seminário Antropoceno, Mudanças Climáticas e Ciências Sociais no Brasil
Em um contexto de emergência climática, a intensificação do aquecimento global e dos eventos extremos é um problema ao mesmo tempo científico, teórico, político, econômico, ambiental e educacional. Por mais que a ecologia política nos permita entender novas relações entre os humanos e a natureza, é somente a partir do Antropoceno que essas relações atingem limites intransponíveis. Torna-se inevitável reformular o que significa desenvolvimento, prosperidade, abundância, liberdade e justiça.
Para ajudar a traduzir a problemática climática em agendas de pesquisa para as Ciências Sociais, o Observatório Interdisciplinar das Mudanças Climáticas, com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (FAPERJ) e do Instituto de Estudos Sociais e Políticos (IESP-UERJ) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) promoveu, nos dias 30 e 31 de março de 2023, cinco mesas temáticas apresentando a diversidade dos desafios e das estratégias necessárias para lidar com esta crise, compostas por mais de 20 pesquisadoras e pesquisadores de renome internacional, entre especialistas brasileiros e estrangeiros.